Do sonho à realidade: 8 etapas poderosas

 

Começar um novo ano tem um aspecto emocional muito significativo para todos nós. É como se, de verdade, estivesse começando um novo ciclo de vida completamente diferente do anterior.

 

Na prática, dia 31 de dezembro caiu em um domingo e o ano começou no dia seguinte, que é o que acontece todas as semanas, com todos os meses do ano: um dia após o outro. Mas não importa, porque o mais relevante é o poder do que você sente nesta época: uma sensação de que tudo será novo e que pode realizar seus novos planos para o futuro.

 

Um ditado antigo diz que “querer é poder”. De acordo com a física quântica é mesmo. A força do pensamento é capaz de gerar uma energia tão intensa que facilita a realização de atividades que antes pareciam muito distantes de acontecerem.

 

Então é hora de aproveitar esse estado de espírito positivo e toda a sua força criadora para colocar em prática um planejamento para 2018. Bem, esperamos que você tenha feito um planejamento, porque sem ele dificilmente se consegue concretizar os objetivos.

 

Seguem oito passos simples, mas fundamentais, para que você realize tudo o que deseja:

 

1. Planejamento – registre o que você pretende realizar no ano e mantenha em um local visível que você possa olhar todos os dias. O executivo de empresas e palestrante, Carlos Júlio, tem por hábito colocar o seu plano em uma folha de papel grudada na porta do armário. Assim, todos os dias, enquanto se prepara para sair, ele pode estruturar o que vai fazer para andar nesta direção

 

2. Realismo – seja realista e estabeleça metas realmente importantes para a sua vida e que sejam factíveis. É ruim quando nos propomos a fazer algo inalcançável, porque logo de cara temos que lidar com a frustração do fracasso. Por exemplo: “quero reduzir meu peso em 15 quilos no próximo mês” ou “vou juntar dinheiro para comprar à vista uma casa na praia neste semestre”.

 

3. Prazos – tudo o que se faz sem uma data determinada para acabar tende a não ser feito. É bastante comum começarmos o ano com a promessa de praticar exercícios físicos, mas não estabelecer a partir de quando. Isso abre a possibilidade de você adiar o compromisso todos os dias, pensando que ainda falta muito tempo até o final do 2o semestre.

 

4. Alternativas – em paralelo à definição dos prazos, estabeleça a maneira como vai fazer. Exemplo: começar a praticar exercícios físicos no próximo dia 15, em uma academia próxima ao meu trabalho; ou poupar X em cada mês reduzindo a quantidade de jantares em restaurantes.

 

5. Disciplina – proponha-se a fazer algo e cumpra um certo ritual cotidiano, seja ele qual for. Escritores, por exemplo, dizem que o segredo para produzir um livro é escrever um pouco todos os dias, no mesmo horário. Assim, a obra literária não fica inteiramente refém da inspiração, mas também se desenvolve com muita transpiração.

 

6. Determinação - Evite a palavra “tentar” porque quem tenta em geral não consegue. Seja mais assertivo escrevendo na sua lista e dizendo todos os dias “vou fazer”, para que o seu cérebro entenda o compromisso que está assumindo com você.

 

7. Superação – Nada é tão simples quanto nós gostaríamos que fosse, nem tão difícil que não se possa conseguir. Os compositores Ivan Lins e Vitor Martins, na música “Novo tempo”, falaram de “um novo tempo, apesar dos perigos, estamos na luta...”. Este deve ser o seu pensamento: “apesar das dificuldades que certamente surgirão, vou superá-las e seguir em frente dentro do meu planejamento”.

 

8. Você – Lembre-se que para colocar em prática o seu plano de vida para este ano, você depende de “você”. Doente, cansado, estressado ou sem energia não será possível se entregar às atividades diárias. Cuide da saúde do corpo praticando atividades físicas regularmente. E alimente a alma focando no desenvolvimento da sua espiritualidade, seja lá como for. A pessoa é inteira quando equilibra corpo e mente de forma saudável.

 

Por fim, pense em não deixar por conta do acaso este seu plano de ano novo. Não é pouca coisa: você está falando do seu projeto de vida. Faça com que ele aconteça pela sua força de vontade.

 

Feliz ano novo!

Tropeçar é um salto para o próximo passo

 

Recomeçar. A própria escrita da palavra traduz a essência da vida: começar de novo. Todos os dias damos início a algo diferente, embora na maioria das vezes possa parecer que estamos estacionados na mesma vaga, sem sair do lugar.

 

Tudo depende muito de como se encara a vida porque, de verdade, vivemos em uma permanente transformação, a começar pelas nossas células, continuando pelas experiências pessoais e terminando nos acontecimentos do mundo.

 

Hoje sempre será diferente de ontem e o amanhã se transforma no recomeço do que neste instante estamos planejando ou sonhando. Este é o ciclo da vida que se repete todos os dias, mas de formas diferentes.

 

Nos acomodamos nas situações durante um bom tempo e, quando olhamos para trás, às vezes parece que nada mudou e nem vai mudar. Este é um grande engano porque tudo pode ser alterado radicalmente em um único instante.

 

Uma demissão, por exemplo. Quem espera que ela aconteça? A maioria de nós supõe que as condições de trabalho vão durar muito e não se prepara para uma transformação que está em desenvolvimento e pode se concretizar no momento seguinte.

 

Pense agora em uma gravidez inesperada, um acidente grave ou uma doença complexa. São apenas alguns acontecimentos que alteram todo o rumo de uma vida, mas que não precisam necessariamente ser ruins. Ao contrário: podem significar o recomeço de uma nova vida.

 

As tristezas são inevitáveis, mas os sofrimentos não. Tudo depende da forma como encaramos as quebras de rotinas e os destinos diferentes que a nossa trajetória percorre.

 

É preciso estar preparado para enfrentar os finais de ciclos para recomeçar a jornada com a disposição de quem tem um mundo de oportunidades pela frente e só precisa abrir os olhos para enxergar.

 

São muitas as pessoas que perdem o emprego e se redescobrem em uma atividade completamente diferente da anterior. Profissionais abandonam seus cargos respeitáveis e teoricamente seguros para assumirem atividades autônomas e de remuneração incerta. E, ainda assim, sentem-se mais felizes.

 

Recomeçar é dar vida ao novo, é acreditar na transformação e aproveitar as oportunidades que ela traz, mesmo que o final da história seja desconhecido e parece pouco iluminado. Como dizia Steve Jobs, criador da Apple: “no futuro os pontos se ligam, mesmo que hoje não saibamos como”.

 

Dê chance a um novo começo todos os dias e se reinvente todas as horas.

Sinceridade demais é falta de educação!

 

Há algum tempo o conceito de assertividade tem sido exaltado como uma qualidade muito desejável para qualquer pessoa e, especialmente, para os profissionais no ambiente corporativo.

 

Como definição geral, a assertividade implica no: direito de dizer o que pensa e deseja, com respeito aos outros, da forma mais direta possível para atingir um objetivo específico.

 

Algumas pessoas acabaram entendendo este conceito pela metade, imaginando que ser assertivo é dizer tudo o que lhe vem à cabeça, em qualquer circunstância e a na hora que mais lhe convier.

 

Este é um uso completamente equivocado da assertividade e, em boa parte das situações, é responsável por um “suicídio profissional”, especialmente quando a pessoa se expressa de forma agressiva e no momento errado.

 

Pense na seguinte situação: você está participando de um brainstorming (tempestade de ideias), e um dos integrantes sugere algo que não condiz com o projeto, e você no mesmo momento expressa que esse integrante “viajou” e impede dele concluir a ideia.

 

É claro que todos temos o direito de pensar qualquer coisa sobre qualquer assunto, mas isto não significa que o pensamento deve ser externalizado. Isso pode prejudicar o relacionamento em grupo, e até mesmo, bloquear uma pessoa de expor suas ideias e opinões.

 

Relembrando o conceito de assertividade, o respeito pelo outro faz parte dessa lógica e para saber até onde você deve e pode ir com o seu pensamento, faça uma simples pergunta a você mesmo: “é relevante que eu diga isto para atingir um objetivo específico?” Caso a resposta seja não, jamais diga o que pensou. Guarde para você.

 

Outro fator importante que muitos se esquecem é “da forma mais direta possível”. Quer dizer que existe um momento certo para se expressar e ele nem sempre corresponde ao aqui e agora. Imagine o seu gestor em um dia em que ele é questionado firmemente pelo Conselho de Acionistas e você decide entrar na sala dele para pedir uma promoção e um aumento salarial.

 

Qual você imagina que será o desfecho deste pedido? Muito provavelmente custará o seu emprego, apenas e tão somente pela inadequação do momento e da forma. Aguarde o instante mais adequado para compartilhar suas ideias e lutar por suas reivindicações. Caso contrário você pode se tornar uma pessoa demasiadamente assertiva, sem emprego e sem amigos.

Preconceito? Eu?

 

O Brasil é um país de muitos contrastes. Nos 8,5 milhões de quilômetros quadrados do nosso território é possível encontrar um pouco de tudo, convivendo lado a lado, às vezes em harmonia, outras em confronto.

 

O lado bom deste cenário está na diversidade de gênero, étnica, religiosa e muitas outras, que não se vê em alguns outros países.

 

No entanto, nem sempre as diferenças são deixadas de lado em favor da igualdade de direitos e de oportunidades. É aqui que aparecem os preconceitos.

 

Muitos falam que o Brasil não é preconceituoso, mas a prática social não confirma esta afirmação. Ao contrário, muitos grupos de características semelhantes reclamam maior respeito e menos diferenciação, exatamente pelo fato de sentirem a discriminação em seu cotidiano.

 

Isto acontece em várias esferas sociais, inclusive no mundo dos recursos humanos, onde as exigências em algumas contratações extrapolam o limite do razoavelmente aceitável.

 

Como exemplo, encontramos algumas empresas que não contratam mulheres pelo simples fato delas poderem ficar grávidas e saírem em licença maternidade, o que é um direito adquirido e assegurado por Lei.

 

Apesar de não ficarem explícitos os filtros restritivos para a seleção de candidatos e as contratações, eles existem também para os limites de idade impostos aos extremos da carreira, quando os muito jovens e os muito experientes são rejeitados, religião, raça, instituição de ensino frequentada, tempo de permanência na mesma empresa, local de moradia e mais algumas condições.

 

Existe sentido nestes preconceitos? Nenhum. Nada justifica eliminar um bom candidato por uma crença ou por sua cor. Existem profissionais competentes que frequentaram escolas públicas e bandidos de colarinhos brancos que cursaram escolas particulares de primeira linha. Há jovens super talentosos e idosos extremamente eficazes.

 

Mas a quem se pode atribuir a responsabilidade pela persistência de atitudes preconceituosas dentro das empresas? Ao RH, à presidência, aos gestores? A verdade é que todos devem se policiar e fazer seu papel com profissionalismo para que isso não aconteça.

 

Muitas vezes a área de recursos humanos não se posiciona de forma mais enfática para indicar um candidato com qualidades e perfil para a vaga, diante das restrições apresentadas pelo requisitante da área.

 

Em outros casos, presidentes e gestores impõem suas visões distorcidas da realidade sobre os fatos apresentados pelo RH e insistem em suas teorias segregacionistas.

 

O fato é que estas atitudes geram perdas e prejuízos a todos os envolvidos: os candidatos que continuarão sem emprego, os requisitantes que abrem mão de alguns talentos e a própria empresa, que atrasa o seu desenvolvimento pela ausência da diversidade que é sempre enriquecedora e complementar.

 

Está mais do que na hora de repensar os seus valores!

Ter um hobby melhora seu lado profissional

 

Trabalhar é fundamental, mas não pode ser a única ocupação do ser humano. Para uma vida mais saudável é preciso mesclar o tempo entre os compromissos profissionais e as atividades que permitem direcionar o físico e a mente para o combate ao estresse.

 

Uma agenda superlotada de responsabilidades tem se tornado constante, não só para altos executivos, mas também para líderes de média gerência e funcionários administrativos. O que muitos não percebem é que se não forem reservados espaços de tempo para se envolver com algo que desligue a mente profissional, a produtividade e a criatividade ficarão comprometidas.

 

Muitos se dedicam a um hobby, outros à prática de esportes, alguns se voltam para a leitura, para a culinária, entre várias alternativas. As opções são muitas, mas o mais importante é fazer algo com o qual você se identifique de verdade e que lhe dê prazer.

 

O que é muito interessante é que essas atividades paralelas ao trabalho proporcionam ensinamentos complementares que serão levados ao cotidiano e transformam o praticante em um profissional muito melhor.

 

O presidente da Unisys – empresa de tecnologia, Maurício Cataneo, tem se dedicado seriamente ao judô, uma paixão que ele cultiva há muito tempo. Só que agora, com mais maturidade, ele percebeu que esta arte marcial lhe oferece alguns aprendizados que ele aplica integralmente na sua empresa: resistência e resiliência, para suportar os golpes, cair e seguir em frente; foco, para atingir seus objetivos apesar das dificuldades; e estratégica, para utilizar a força do adversário para definir seus próprios contragolpes.

 

Com a prática de esportes coletivos aprende-se a atuar de forma colaborativa em equipe, nos jogos de mesa incorporam-se os raciocínios abstratos, nas atividades radicais acostuma-se a administrar os riscos e com os trabalhos manuais entende-se qual o poder que está por trás da concentração e da disciplina.

 

Portanto, dedicar parte do seu tempo a compromissos com você mesmo não é apenas uma forma de cuidar da sua saúde física e mental, mas também de levar para a sua profissão comportamentos positivos que ajudem a desenvolver sua carreira.